quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Para não dizer que não falei sobre o fim do mundo

O fim do ano se aproxima, mas antes, todos temos um compromisso marcado com o suposto fim do mundo. Dia vinte e um de dezembro de dois mil e doze. O clima tempo confirma sol e aumento de nuvens de manhã com pancadas de chuva à tarde e à noite.
Cada um vivendo sua vida, fazendo as compras de fim de ano, fazendo promessas para 2013, mas não, os maias simplesmente pararam de contar o tempo no dia 21/12/2012, nem nos deram a oportunidade de comemorar o Natal e comer uma bela ceia, fazer uma despedida, um amigo oculto...
Para completar nossa sorte, há uns que ainda estão dizendo que Ovnis marcaram presença lá no evento do facebook: Fim do mundo terrestre. Se eu fosse eles também confirmaria e não perderia por nada, afinal estão prometendo um verdadeiro espetáculo da mãe natureza para recebê-los: terremotos, maremotos, vulcões explodindo pra tudo quanto é lado, meteoros alcançando nosso solo. Não vai ser fantástico? Contudo, onde é que a gente fica nessa história toda? No meio desses festejos, eu digo pra vocês: não ficaremos.


Tenho que confessar que não estou com medo, nem um pingo. Não acredito na teoria e acabou. Mas tem gente que acredita. Tem gente que acredita e está morrendo de medo. O que não faz muito sentido. Se é o fim do mundo, todos vamos morrer. Eu, você, os australianos, os porto-riquenhos, os cubanos, as girafas e os ipês amarelos. Não fui informada da possibilidade de haver sobreviventes. Não acho que alguém ficará pra contar a história e definhar sozinho perambulando no mundo devastado igual aos filmes de zumbis, vírus mortais e outras desgraças que assolaram a Terra (ok, talvez venha o apocalipse zumbi depois do fim do mundo, mas continua não fazendo sentido, já que não restarão cérebros saudáveis para serem devorados). Então, meus caros, não há o que temer. Talvez, lá no fundo, o problema seja o arrependimento. Ver o fim diante de seus olhos e se dar conta de que não foi capaz de concluir o que queria. Uma boa casa, carros, viagens, realizações profissionais, família... tantos desejos que não foram realizados e aí BUM, fim.
Porém, há a possibilidade de um recomeço. Imagina só, abrir os olhos na manhã do dia 22. Eu sambaria na cara dos maias -Isso se eu soubesse sambar e se os maias ainda habitassem nosso planeta. É.- Sem ovnis, sem desastres, sem meteoros, todos vivinhos da silva. É o que diz um pessoal mais otimista (a.k.a numerólogos). Para eles, é só o fim de um ciclo e o início de outro. Uma nova chance de fazer tudo aquilo que temos de fazer, só que da maneira certa. Na verdade, eles só estão dizendo aquilo que deveríamos fazer todas as vezes que fogos de artifício clareiam o céu marcando o início de um novo ano. Ser mais condescendente, paciente, agir com mais amor, e todos aqueles eteceteras.
E, para encerrar esse texto, uso um argumento de autoridade que confirma minha descrença sobre esse devaneio de fim do mundo: "The world will not end in 2012. Our planet has been getting along just fine for more than 4 billion years (...)" Estão vendo? Estamos aqui  por quatro bilhões de anos! E devemos sobreviver por pelo menos mais quatro! Acho que é tempo suficiente para realizarmos tudo aquilo que queremos, da melhor maneira possível e ainda vai sobrar um tempinho para relaxar, acreditem. Se até a Nasa está comigo, então pra que temer?

5 comentários:

  1. Adorei a sua ideia de que seria um novo recomeço, e é assim que vou pensar que seja. É o fim do ano, começo do tão sonhado recesso, e a hora certa pra gente rever tudo da nossa vida!

    Beeijos, Loren!
    E que esse novo ciclo seja lindo para todas nós!

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  2. Flor, não vou te dizer que não tenho nem um tiquinho de medo. Esse é um assunto no qual eu não gosto de falar, na verdade. Mas seu texto ficou incrível! Meu medo realmente é morrer sem realizar meus sonhos, mas o fato é que se for pra ser, vai ser, e eu juro que se houverem sobreviventes, não quero ser um deles! Imagina carregar o fardo de sobreviver a uma dessas e ficar vagando alone por aí? Deus me livre!
    Dia 22 estarei ao seu lado sambando na cara dos maias, porque eu também não sei sambar, então, vamos nessa juntas. HAHAHA
    Beijos!

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  3. Amiga, eu não acredito nem um tiquinho nisso tudo, só que é o começo de um novo ciclo. Na doutrina Espírita, a gente acredita que a Terra sempre passa por ciclos e mais ciclos. Este é só o começo de um novo. Com ele, eu espero que eu possa recomeçar - e recomeçarei. 2013 promete!

    Beijos

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  4. P.S. Sobre os 4 bilhões de anos, na verdade o que eles disseram é que o planeta existe há mais de 4 bilhões de anos, não que estaremos salvos por mais 4 bilhões, hihi.

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  5. Não entendo essa teoria nao, viu? Babaquice que entenderam errado dos coitados dos Maias! Vontade de ter uma máquina do tempo e gravar uma resposta deles sobre o que significa o calendário pra eles. Com certeza havia uma explicação MUITO melhor que o fim do mundo. E, bem, eles eram no mínimo MALUCOS pra fazer um calendário de mais de mil anos, que foi o que eles fizeram... provavelmente só cansaram no 2012, nada demais! Mas as pessoas adoram complicar tudo, daí já viu né...
    Abraços e amei o layout novo!

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