domingo, 24 de junho de 2012

Daí que é amor eterno



Daí que tenho uns rompantes de saudade de vez em quando. Fico lembrando das bizarrices, das conversas, das crises, das gargalhadas, das andanças, dos segredos e tudo parece tão distante. Acho que distante estou eu, distante sou eu. Essa pecinha que tem um amassadinho na pontinha que nunca deixa que haja um encaixe perfeito em nada, se forçar um pouquinho até consegue se adequar ali e aqui, mas com vocês é diferente. Com vocês eu posso ser até amassada por inteiro que ainda assim dará certo, que ainda assim vou me sentir pertencente a algum lugar, porque com vocês eu me sinto realmente em condições normais de temperatura e pressão.
Mas acontece que nessas andanças da vida eu estou me sentindo perdida, meio nem pra lá nem pra cá, duvidosa, incerta, chatiadinha, chatinha... e está sendo estranho não ter nenhum dos três em horário quase que integral comigo como era antes. Estranho não conseguir criar a mesma sintonia que eu tenho com vocês com outras pessoas. Simplesmente estranho saber que vocês estão se mudando, isso me causa aquela sensação de pré pânico ao pé do estômago. Sei que a gente não vai se perder, que nada vai mudar, que não há como cortar os laços que demos, desfazer os nós que apertamos com tanta força ao longo desses três anos (graças aos céus). Mas eu sou paranoica mesmo.
E aí que esse final de semana eu queria tanto, mas tanto, mas tanto dizer que amo a gente assim, juntos, zoando uns aos outros, fazendo piada de tudo, conspirando contra a oposição, dormindo de conchinha (?), rs... mas eu não falei nada, eu não falei nada porque, sei lá, me sumiram as palavras, dizer "nossa, como eu amo vocês" me pareceu tão clichê na hora, tão comum, tão "tá bom, Loren, senta lá". É que estou muito emotiva ultimamente, muito em busca do meu eu, muito resolvendo o que eu quero fazer da vida, muito precisando de três pares de ombros, de ouvidos e braços para me abraçarem, me embalarem, me dizerem que está tudo ok. E adivinhem só, queria vocês sempre por perto. Queria que a Priscila morasse na frente da minha casa e sempre me desse aquele bom dia animado e abraço apertado, sempre com o coração aberto para ouvir e aconselhar. Queria a Thaís morando aqui do meu lado, para ela vir aqui na minha casa, ficar rodando o facebook atrás dos top top gatos da cidade e arredores, passar tardes rindo e pintando as unhas. Queria que o Nathan morasse aqui na minha esquina para eu ir lá chorar meus conflitos, para ele me olhar com aqueles olhos de "não sei o que te dizer, mas estarei sempre aqui", para falarmos de bandas, seriados, atores, filmes e todas aquelas coisas que nos parecem normais, mas quase ninguém parece entender.
Mas mesmo em meio a essas melancolias, eu estou feliz, feliz por todos estarmos conseguindo progredir, feliz porque mesmo fisicamente distantes, somos muito próximos, muito unidos, muito muito, rs. Não importa os caminhos, não importa o tempo, nem os obstáculos, a gente vai sempre se encontrar por aí. E o que eu não tive coragem de dizer nesse fim de semana, por achar clichê e sem graça, eu digo agora, assim, por palavrinhas mesmo, simples e discreta: eu amo vocês porque vocês me completam e me deixam completar vocês mesmo eu sendo assim, amassadinha, rs.





2 comentários:

  1. Ok, abri rapiidinho seu blog, mas não vou comentar sobre o texto ainda, queria dizer que estou APAIXONADA pelo seu vestido. Juro que de noite volto e faço um comentário melhor.
    TE AMO!

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  2. hahahha, sua lindona <3 Também te amo!

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