segunda-feira, 19 de março de 2012

Bad Romance


De repente me bateu uma vontade louca de te escrever. Daquele tipo de vontade que só passa quando eu me rendo e começo a escrever. E mesmo se eu fizesse birra e me recusasse a colocar tudo no papel, as palavras ficariam se unindo e formando frases e até parágrafos inteiros e me levando a loucura.
Você não sabe, mas eu te escrevi uma carta de aniversário, a próprio punho, caprichei na letra, escolhi as palavras, mas não coloquei junto ao seu presente antes de te entregar. Acho que fiquei com medo de ter expressado sentimento de mais ou de ter sido inconveniente, ou sabe-se lá o que... agora a carta está dobrada em 2 partes, dentro do meu livro favorito na minha gaveta.
Eu ainda te amo, mas aos poucos vou perdendo o frenesi, estou me habituando, aprendendo que nem tudo o que eu quero eu posso ter. É que eu me sinto tão próxima a você, ligada de uma forma estranha e ao mesmo tempo engraçada. Eu sei bem que não é pra ser, essa parte eu superei com louvor, mas eu preciso te falar que eu te amo, todos os dias, mas sem segundas intenções, aquele eu-te-amo que vai sair naturalmente e que não vai te deixar sem graça de ouvir ou mudo sem saber o que falar. Aquele eu-te-amo que sairá da minha boa quando você fizer qualquer coisa gentil, aquele eu-te-amo inocente que melhores amigos dizem uns para os outros.
Você que guarda todos os meus segredos e sentimentos é uma das pessoas que eu mais deposito confiança, eu me sinto segura te contando minhas bobeiras e aqueles problemas de teenagers... conspirar contra os outros com você e te ajudar com meu senso crítico me deixa feliz. Você que anda tão sem assunto se afogando nessa nova fase da sua vida me faz querer te tirar daí por um ou dois dias e te trazer aqui pra casa para sentarmos no sofá e vermos um filme thash, me faz querer sair pelo mundo, andar por andar por aí, coisas de melhores amigos.
O dia que tivemos aquela breve conversa por msn depois que você leu aquele texto foi um dos dias mais importantes até o vivido presente momento. Eu nunca tinha me sentido daquele jeito antes. Você falou que me amava pela primeira vez, mas que não gostava de mim, que realmente não é pra ser. Eu admirei muito sua coragem de enfrentar sua aversão à sentimentos, para me explicar que eu tava doida, eu morri de emoção. Sua sinceridade me libertou. Eu queria chorar de alegria e cantar e correr e gritar e dar socos no ar. O que eu pensei que iria nos afastar, hoje me parece que nos uniu mais. Encarar as verdades contidas nas amargas palavras daquele texto nos fez crescer juntos, nos fez dar as mãos para subir um degrau ou dois das escadas de nossas vidas. E agora, mesmo seguindo rumos diferentes, nos vendo (com sorte) de mês em mês, posso afirmar que não preciso "correr atrás de você", você virá até mim sempre que precisar, o medo de que você suma não existe mais porque eu sei que você volta, agora você volta.
Que esse recomeço seja excelente para nós dois. Que tudo o que sempre desejamos venha se concretizando aos poucos. E que o mundo vá te mostrando tudo o que de melhor há para você aproveitar e que o receio de viver a vida vá sumindo junto com a teoria de que você não tem o que viver. E quando te bater medo ou insegurança, pega minha mão porque eu nunca vou te deixar, não importa o que aconteça.
E os muitos "eu te amo" que eu tenho pra te falar, vou guardar para quando você estiver pronto para ouvir e eu preparada para falar sem que as nossas mãos tremam.
Pois bem, não entreguei sua carta de aniversário porque tive medo dos efeitos do meu sentimentalismo em você, mas agora eu faço um texto pelo menos quinze vezes mais emotiva, mas eu não me importo mais. Preciso dizer que eu estou bem, que eu quero que fiquemos confortáveis com isso tudo, passou, acabou, foi um engano honesto. E eu não posso terminar esse post sem te dizer, de todo o meu coração, que eu te amo, melhor amigo do mundo!

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